Entenda mais sobre o Bloco K
Entenda mais sobre o Bloco K
postado por Mariana Pajuelo 10 de Março 2017

A tecnologia nos beneficia enormemente em nossa vida diária facilitando e automatizando processos e tarefas que antes exigiam grandes esforços ou deslocamentos prolongados. Hoje, essa mesma tecnologia também foi percebida pelo fisco como uma das principais armas no combate à sonegação e na busca pela aumento da arrecadação dos cofres públicos.

Assim é que, após diversos programas (ICMS, IPI, PIS, COFINS, IRPJ, CSLL) implantados dentro do chamado Projeto SPED, surge agora uma nova obrigação visando aperfeiçoar ainda mais o controle do fisco sobre as empresas. Esta nova informação foi batizada de Bloco K, um módulo dentro do SPED Fiscal que receberá as informações da produção.

Todas as indústrias do Brasil fora do Simples Nacional e do MEI precisarão entregar o Bloco K ao Fisco. Em outubro de 2015, a Receita Federal alterou o prazo para as indústrias de todos os tamanhos se adequarem as novas demandas do Bloco K do SPED Fiscal. As novas datas são:

  • Janeiro de 2016 – para as indústrias que faturaram mais de R$ 300 milhões em 2014;
  • Janeiro de 2017 – para as indústrias com faturamento superior a R$ 78 milhões em 2015;
  • Janeiro de 2018 – para as demais indústrias.

SPED é a sigla para sistema público de escrituração digital e consiste na modernização do cumprimento das obrigações transmitidas pelos contribuintes às administrações tributárias e aos órgãos fiscalizadores. O SPED é composto por cinco grandes subprojetos:

  • NF-e – nota fiscal eletrônica;
  • CT-e – conhecimento de transporte eletrônico;
  • EFD – escrituração fiscal digital;
  • ECD – escrituração contábil digital;
  • NFS-e – nota fiscal de serviços eletrônica.

A EFD é o projeto do SPED em que o Bloco K se encontra e é composta por um conjunto de blocos de informações que contêm a escrituração fiscal digital. O Bloco K nada mais é do que um livro de registro de controle da produção e do estoque na versão digital. Ele trata da produção que até hoje ainda é um ponto em que as indústrias com intenção de burlar o Fisco conseguem.

Com isso, a Receita Federal tem como objetivo acabar com a sonegação, mas as indústrias idôneas que não possuem um controle preciso de produção e estoques também serão impactadas. Todas as variações de consumo e diferenças de inventários irão atrair fiscalizações que podem gerar multas e outras sanções.

Para cumprir com esse requisito, primeiramente, é necessário analisar e planejar detalhadamente a adequação dos seus processos de gestão da produção às exigências do fisco, seguindo os passos abaixo:

1 – Estudar todos os requisitos do Bloco K;

2 – Mapear cada detalhe dos processos de industrialização, terceirização e estocagem;

3 – Avaliar o software que irá adotar para atender às exigências;

4 – Contratar uma empresa especializada para ajudar a sua empresa a entender essas novas exigências e se preparar para o Bloco K;

5 – Preparar e treinar sua equipe interna na operação e nos registros de informações;

6 – Fazer testes para confirmar se as informações coletadas no sistema correspondem à realidade;

7 – Entregar o Bloco K a partir de janeiro de 2016 (ou 2017 ou 2018, dependendo da sua indústria).

Nós da Confidence podemos ajudar a sua empresa a se adequar à essa nova exigência do Fisco. Entre em contato conosco e saiba como nossas soluções trarão benefícios para seu empreendimento.

Fonte: Contábeis

 
   
 
Entre em contato com nossa equipe(011) 3522-3131ou preencha nosso formulário que entramos em contato. Clique aqui
 
 
 
shares